A Resistência Escarlate

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A Resistência Escarlate

Mensagem  Akin Harugka em Dom Dez 22, 2013 3:30 pm

““ Estive no interior dos túneis de diamante, os caminhos enigmáticos que interligam o subterrâneo de Shikyu Fosu, as montanhas sagradas no norte central. Local onde secretamente, vivem as mais puras, e talvez mais antigas, criaturas do plano terrestre em Oregawa, os Kodojunso.  Seus conhecimentos sobre esta batalha, entre os guerreiros celestes, e os mortais, são essenciais.
Levei vários meses me aprofundando naquelas paredes de diamante, sem acesso natural a comida ou ar respirável, e lutando para não sucumbir ao desejo de levar comigo os tesouros que eu encontrava, evitando assim despertar ainda mais a ira dos guardiões daquele lugar.  
Mesmo estando eu me guiando através das informações de um antigo pergaminho Mul (espécie nativa de Shikyu Fosu;  quadrúpedes que medem cerca de um metro de altura e um metro de comprimento, possuem também um braço com trinta centímetros, logo abaixo da cabeça de toupeira. Não são muito inteligentes, mas curiosamente nunca se esquecem dos caminhos que tomam e antigamente eram freqüentemente usados por outros para desenhar mapas. Nos dias de hoje eles se escondem da maioria das outras espécies.) fui surpreendido por um Demônio Lazuli. Minhas argumentações de nada valeram para que ele me ignorasse.
Primeiramente tive de resistir contra diversos ataques dos seus seis braços que nunca erram o alvo.  Minha armadura se desintegrou, e muitos dos meus ossos foram temporariamente partidos pela força infernal que me atingia, e também quase morri por falta do oxigênio que, naquele momento me era difícil de criar no sangue. Até que, posicionando-me de maneira estratégica, consegui agarrar-me ao demônio, e pude imobilizar o movimento dos seus braços com uma corrente de sombras.  Obviamente o demônio tinha guardado o pior para depois, suas terríveis mágicas. Rebati cada tipo de ataque do demônio com o devido contra-ataque, usando o frio contra o calor da sua cachoeira de lava, e o calor contra o frio de seu assopro. A pressão do vento salvou-me de ser esmagado pela rocha conjurada por meu inimigo. Mesmo assim, minha força não era suficiente para atingi-lo com muita eficácia. A minha espada encontrava resistência contra a armadura profana do demônio, e meu corpo já estava demasiadamente machucado. Quando eu soube que só me restava a opção de voltar por onde vim e fugir, ou então, usar do poder da jóia que me foi dada pelas fadas, o que a destruiria. Eu precisei arriscar, e gastei o poder da jóia. Os Guerreiros Celestes não eram tolos, e com absoluta certeza atacariam já conhecendo sobre mim, e sobre os outros de Oregawa. Eu precisava saber algo mais, que pudesse me conceder vantagem. E isso eu conseguiria com os Kodojunso. E além do mais, já havia ido longe demais, e consumido muito tempo naquele lugar, para voltar sem nada.
A energia da jóia foi liberada, e ela se despedaçou. Ao mesmo tempo, as minhas feridas se curaram, e a minha força voltou, ampliada pela da jóia. Mesmo assim, não foi fácil vencer o demônio, que continuou a lançar mágicas infernais que necessitavam ser defendidas. Minha perícia em utilizar fluxos do domínio espiritual, me manteve a salvo dos seus selos amaldiçoados.  Meus dardos elétricos conseguiam em dois ou três, neutralizar as cargas de energia negativa que, a cada dez segundos saiam uma de cada um dos dois olhos negros do demônio. Minha super velocidade me ajudou a esquivar dos ataques da lança do demônio, que depois de aparecer começou a me atacar sem precisar ser empunhada. Felizmente, não com a mesma mira que atacavam os braços. Acabar com ele de uma vez por todas levaria muito tempo, por isso abri uma fenda multidimensional e fiz com que meu inimigo fosse lançado através dela para uma outra dimensão.

Semanas mais tarde, tive de atravessar um labirinto espelhado. Os reflexos estavam por toda a parte, e minha tática inicial foi obscurecer os espelhos com o poder da escuridão, mas ainda assim não consegui encontrar a direção. Somente quando tornei-me invisível, o reflexo da saída apareceu, setenta dias depois que eu havia entrado no labirinto.
Dentro do labirinto tive ainda de enfrentar uma estranha criatura, que se auto-nomeava: Yamalor ; e podia conversar em diversos idiomas, pronunciando algumas frases aparentemente desconexas ou vagas demais. Yamalor aparecia vindo dos reflexos saindo de dentro deles. Seu corpo era uma distorção distante de um corpo humano, uma massaroca vermelha e azul que tinha duas pernas, dois braços, dois olhos e uma boca, e medindo o dobro do meu tamanho. Lutávamos por algumas horas. Yamalor me atacava com suas mãos, com mordidas, e com o seu peso. Meus golpes de espada, e principalmente ataques ácidos, o destruíam parcialmente, e ele fugia para dentro de alguma superfície espelhada. Alguns dias depois Yamalor reaparecia. A força bruta do inimigo era muito grande; quebrei algumas costelas, e em um dos confrontos com Yamalor tive o braço direito arrancado. Consegui recoloca-lo, mas os efeitos de sua remoção ainda não foram totalmente curados. Acredito que Yamalor ainda esteja vivo naquele labirinto.

Eu podia sentir, ainda nas profundezas de Shikyu Fosu, os Tentai Senshi me espreitando, não como se estivessem ali, mas como se me aguardassem no lado de fora.

Depois de  duzentos e doze dias nos túneis de diamante, consegui adentrar a terra dos Kodojunso. Os Kodojunso são anfitriões respeitáveis, e não toleram atos violentos ou destrutivos em seu reino. Se parecem com cabeças esculpidas em diamante. Alguns tem similaridade com cabeças de animais, ou de algumas outras criaturas conhecidas.  Possuem a capacidade de flutuar, usar poder telecinético, telepático e também de lançar magias, feitiços e coisas similares. Seu tamanho vai de três a até sete metros de altura.

Escondendo o cansaço da viagem e afastando a loucura da minha mente, lhes disse:
“ - Sou Akin Harugka, líder do Clã Garra Escarlate, e possuidor da espada dominadora.  -.-
Cheguei até aqui sem malícia no coração, para conhecer sobre a fraqueza dos Guerreiros Celestes. “
Um dos Kodojunso, que se parecia com uma cabeça de raposa, brilhou, e enviou-me uma mensagem:
“ – Sabemos tudo sobre o que a terra precisa. Os seres celestes se fortalecem com a energia vinda do mundo mortal, por isso a força deles cresce mais a cada momento em Oregawa, cresce com o império que está sendo construído em seu nome.  Somente com o Olho Proibido de Redimazan, é possível transmitir uma batalha entre os seus, e os Tentai Senshi para todo e qualquer habitante de Oregawa. Isso deverá enfraquece-los quando chegar a hora. “
Eu disse:
“- Ótimo. E como eu consigo este Olho Proibido de Redimazan?”
Kodojunso respondeu:
“- Nós o temos. “
E o incrível artefato apareceu logo à minha frente.
Eu falei desconfiado:
“- Mas se é proibido, por que estão me entregando?”
O Kodojunso me explicou que somente em casos como esse ele não era proibido; Quando havia alguma invasão por parte de outros planos.
Acho que os Kodonjunso confiam mais em mim e em meu clã porque somos ninjas, e por isso, conseguimos melhor do que os outros evitar a influência dos Tentai Senshi.
Prefiro manter em segredo o que mais se passou comigo na terra dos Kodonjunso, antes do meu retorno.

Felizmente, o caminho para a volta foi muito menos tortuoso, graças as minhas técnicas para marcar a passagem, as quais fiz questão de apagar conforme as alcançava durante o retorno para fora de Shikyu Fosu. Não devo facilitar nada para ninguém entrar ai... nem para mim mesmo, foi o que pensei.

Depois que estava de volta, compreendi que a minha terra havia sido dominada pelos Tentai Senshi e suas hordas.
É  isso que vos transmito ninjas do Garra Escarlate. “”
-.-

Hum... agora facilmente serei detectado.

*Do meu esconderijo improvisado em uma floresta não muito grande no noroeste de Oregawa, levanto-me da posição de pernas cruzadas. Preparo meu corpo para mais uma batalha, alongando-me, e fazendo a energia dos domínios shinobi percorrer pela extensão de minhas células. A espada dominadora atendeu o meu chamado. Eu a observo guardada na bainha, presa em minha cintura. *

- Se você não viesse não iria mais querê-la.

*O artefato dado pelos Kodojunso está comigo, o mais bem protegido que eu pude em minha armadura, e com o auxilio de mágica.*

Quero ver o que vocês tem para mim guerreiros celestes.Para gente como a sua, Oregawa é o inferno.

-.-
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